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terça-feira, 18 de outubro de 2016

A ORIGEM DO ASPIRADOR


A ideia de criar um sistema que ajudasse a eliminar o pó e sujidade das nossas casas remonta ao século XIX.

Mas os primeiros conceitos para esse objetivo não foram os mais adequados, pois os primeiros aparelhos funcionavam ao contrário dos atuais, soprando o lixo em vez de o aspirar, o que resultava em que o pó e a sujidade fossem apenas mudados de lugar e não eliminados.

Além disso, o sistema era manual e funcionava com duas pessoas, uma para bombear o ar e outra para apontar o tubo na direção certa. Mesmo que se conseguisse substituir uma das pessoas por um sistema a motor o resultado alcançado seria igual, pois o modo de funcionamento do aparelho continuava a ser o de soprar a sujidade.

Em 1869 o americano Ives McGaffey registou a patente do que pode ser considerado o primeiro aspirador da história, apesar do seu funcionamento ainda ser bastante rudimentar. O aparelho, construído em madeira e lona, funcionava de forma manual através da ação de uma manivela que bombeava o pó para dentro de um pequeno recipiente. Este aparelho foi batizado como “Whirlwind” e era vendido, na época, por 25 dólares.

Só em 1901 é que aparece o primeiro aparelho que criava vácuo. O seu criador foi o engenheiro inglês Hubert Cecil Booth que após ter visto uma demonstração de um aparelho que soprava o pó para dentro de um recipiente, chegou à conclusão de que seria muito mais eficaz criar um sistema que aspirasse a sujidade diretamente.

Booth desenvolveu um aparelho a que chamou de “Puffing Billy” e que inicialmente funcionava com um motor a óleo. O seu funcionamento baseava-se apenas na sucção criada por uma bomba de êmbolo através de longos tubos com bocais nas suas extremidades. O aparelho possuía também um filtro de pano e os resíduos eram depositados numa embalagem fechada. As patentes desta invenção foram concedidas a Booth em 1901.

Este aspirador era de grandes dimensões, sendo necessário ser transportado por uma carroça a cavalos, o que impedia a sua comercialização em nível doméstico. Talvez por isso Booth tenha criado uma empresa de limpeza que ia ao endereço dos clientes. O aparelho ficava no exterior das casas, sobre a carroça, e por um extenso tubo flexível introduzido pelas janelas era realizada a limpeza do seu interior.

Aspirador “Puffing Billy” de 1901

Quando a electricidade se tornou mais comum nos lares, Booth inventou um motor eléctrico para o vácuo que era bem menor e eficaz do que o anterior. Em 1926 iniciou a comercialização deste modelo, chamado “Goblin”, que já tinha rolos de cerdas para ajudarem a desprender a sujidade.

Desde então todos os aspiradores seguintes usaram o conceito de Booth modernizando os aparelhos e tornando-os mais funcionais. A ideia base manteve-se sempre a mesma, com sistema de vácuo, o filtro de pó e o receptor de detritos.

A Hoover criou uma máquina provida de um cabo com um saco de lixo fixado e com rodas. Já a Electrolux incluiu o saco numa caixa provida também de rodas e de grande maleabilidade.

Em finais da década de 60 surgiu o aspirador de mão, leve e prático, ideal para pequenas operações de limpeza.

Atualmente todas as casas estão equipadas com pelo menos um destes electrodomésticos ou, as mais modernas, com um sistema de aspiração central, que dispensa o aparelho mas que mantêm exactamente o mesmo conceito de funcionamento.

Curiosidades:

– O aparelho de Ives McGaffey apenas foi vendido em Chicago e Boston, existindo atualmente apenas dois exemplares, estando um deles no Museu Histórico de Hoover.

– Hubert Cecil Booth testou a sua teoria de aspiração da sujidade de uma forma original. Pousou um lenço em cima de uma cadeira que estava coberta de pó e encostou a sua boca à parte de cima do lenço aspirando ar através do mesmo várias vezes. Quando levantou o lenço e viu o pó preso da parte de baixo do mesmo, percebeu que a sua ideia funcionava.

quinta-feira, 17 de março de 2016

COMO FUNCIONAM OS DETERGENTES


O uso de sabões e detergentes vem da Antiguidade. Já no ano 2800 antes de Cristo existem evidências do uso de sabão na Babilónia. Os Egípcios antigos, ano 1500 antes de Cristo, tomavam banho regularmente com sabão. Mas vamos ao que interessa.


Vamos pensar, por exemplo, que temos uma peça de roupa suja de gordura. Todos sabemos que a lavagem só com água não vai remover esta nódoa isto porque a gordura repele a água da mesma forma que azeite e água não se misturam.


Contudo, se adicionarem um pouco de detergente a lavagem vai ser possível pois o composto químico que está no detergente tem duas partes distintas: uma parte que gosta da água (hidrófila) e outra parte que gosta da gordura (hidrófoba).


Esta última parte liga-se à gordura e a parte hidrófila é arrastada na água de lavagem conseguindo assim arrancar a nódoa da roupa. A gordura quando sai da roupa é rapidamente envolvida em detergente ficando no interior de uma bola, chamada micela, que é amiga da água e portanto vai para o cano com a água de lavagem.


Em casa podem fazer uma pequena experiência que ilustra bem este princípio químico: num pequeno copo coloquem água e azeite e agitem. Passado pouco tempo a água e o azeite separam-se. Em outro copo coloquem água, azeite e um pouco de detergente e agitem, e verificarão que se misturam pois formam micelas e demoram muito mais tempo a separar-se.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A ENORME CONTAMINAÇÃO DO DINHEIRO

Já está provado que as notas de dinheiro acumulam microrganismos prejudiciais à saúde e que as mãos de quem manuseia as cédulas podem ser tão contaminadas quanto feridas infectadas.

A primeira pesquisa científica desenvolvida no Brasil comprovando a contaminação de notas de real por microrganismos, foi feita sob coordenação do microbiologista João Carlos Tórtora, no Instituto de Pesquisas Biomédicas da Universidade Gama Filho (RJ), a pedido do Banco Central.

Na época, foram analisadas 110 notas de R$ 10, com uma técnica nada sofisticada, mas bastante eficiente: em cada uma das cédulas foi esfregado um cotonete umedecido que, depois, foi enviado para análise. Os resultados mostraram que as notas eram grandes depositárias de microorganismos (fungos, bactérias e leveduras).

Esses, dependendo da vulnerabilidade do indivíduo que manuseia as cédulas, podem deflagrar problemas gravíssimos, como a septicemia – uma infecção generalizada.

Mais estarrecedora ainda, outra conclusão deu conta de que a cada centímetro quadrado das notas havia 30,4 bactérias e fungos.

Em outra pesquisa recente, com técnicas mais modernas, o microbiologista analisou notas e descobriu a existência de 247,25 micróbios por centímetro quadrado, quase dez vezes mais do que havia detectado na primeira pesquisa.

Entre esses micróbios, 42% eram estafilococos, tipos de bactérias que causam terçóis, furúnculos, inflamação no ouvido e faringite, além de intoxicação alimentar. Para pegar alguma dessas doenças, basta a pessoa passar a mão contaminada sobre a pele ou pegar um alimento e ingeri-lo sem lavar. Já os fungos encontrados no dinheiro são causadores de alergias respiratórias e de contato.

Mas não é só. As notas de Real também apresentam elevada quantidade de coliformes fecais, resultado da falta de higiene das pessoas depois de usarem o banheiro, e para evitar a contaminação, o recomendado é seguir à risca as normas de higiene: sempre lavar as mãos depois de manusear o dinheiro, de usar o banheiro ou antes de alimentar-se.

A lavagem, contudo, deve ser bastante cuidadosa. Simplesmente jogar água nas mãos, ou fazer uma lavagem de 20 ou 30 segundos, de acordo com especialistas, não é suficiente para reduzir a quantidade de micróbios a níveis despreocupantes. É preciso utilizar água e sabão e esfregar por, pelo menos, um minuto.

Especialistas mais cautelosos recomendam a utilização de um álcool gel, usado constantemente pelo pessoal que trabalha na área de saúde. O gel deve ser esfregado nas mãos por cerca de três minutos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PISCINAS DE BOLINHAS - CUIDADOS CONSTANTES


As piscinas de bolinhas são sempre uma das maiores diversões de parques e festas de aniversário. Em virtude das características destes brinquedos, recomenda-se a limpar e higienizar as bolas e a piscina de contenção de vinil.

Esta higienização deve incluir a desinfecção de superfícies e de todas as bolinhas, e o uso de produtos que não deixem resíduos ou cheiro.

Nestes locais, frequentemente as crianças colocam as bolinhas na boca, ou até vomitam, fazem xixi ou cocô, portanto é de suma importancia a vigilia constante sobre os usuários.

Uma das medidas de saneamento, é que os operadores destes brinquedos, tenham sempre a atenção voltada a estes tipos de acidentes, para de imediato providenciarem a limpeza, no caso destes acidentes ocorrerem. Como medida preventiva, deve haver sempre alguém vistoriando a banheira com bolas, munidos de toalhas e um aplicador de spray com uma solução desinfetante.

 Atenção aos sinais de uma contaminação mais ampla como os "acidentes" mencionados, deve justificar a interdição imediata do brinquedo, para uma limpeza mais profunda.

 As estruturas comerciais deveriam limpar e higienizar diariamente a piscina e as bolinhas. A limpeza pode ser facilitada com o uso de máquina de lavar roupas, ou até mesmo uma banheira, onde poderão ser colocadas as bolinhas de molho pelo tempo necessário à desinfecção (de acordo com o produto escolhido).

O uso da água sanitária neste processo é muito positivo, porém deve haver preocupação com o enxague pleno, para eliminação dos resíduos. Aguardar a secagem para devolver as bolinhas à piscina que deve estar higienizada e seca.

A água e sabão elimina 80 % das possíveis sujidades e a desinfecção completa o trabalho.

Se houver algum caso específico, pode ser utilizado o álcool 70º, porém ele tem sua plenitude de ação na desinfecção, somente se for friccionado nos locais, porém percebemos que em grande parte destes centros de diversão, não há protocolos de procedimento de higienização das piscinas de bolinhas.

    Em breve providenciaremos um artigo, sobre a limpeza dos brinquedos em hospitais, clínicas e consultórios médicos, pois nas brinquedotecas hospitalares, constatou-se que brinquedos podem apresentar contaminação por bactérias potencialmente patogênicas com resistência aos antimicrobianos, o que representa uma possível fonte de infecção hospitalar para pacientes normalmente já debilitados.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

LIMPEZA TÉCNICA INDUSTRIAL


Consiste numa abordagem metódica e disciplinada que utiliza os recursos de manutenção e limpeza existentes, com a finalidade de diminuir o tempo de parada dos processos produtivos, minimizando os custos integrais de produção.

Isto é alcançado com ações priorizadas, desenvolvendo medidas complementares aos processos, promovendo a aquisição de equipamentos e acessórios adequados. Também é fundamental o agendamento das operações a serem realizadas, medindo o desempenho e identificando as tarefas adicionais que necessitem inclusão no cronograma operacional básico.

É de suma importância que a gestão de limpeza das plantas industriais, mantenha um arquivo com toda documentação sobre o estado em que se encontram os equipamentos fabris, e as avaliações de sua performance.

Até bem pouco tempo, o setor de limpeza era visto como um “mal necessário”, pois parava as industrias. Atualmente a limpeza das instalações é um segmento em franco crescimento e excelente foco de negócios, por ser parte integrante dos processos produtivos.

As industrias estão buscando maneiras de prevenir as falhas em máquinas, a fim de não afetar os processos produtivos, e itens como desgaste de dutos, avaliação de registros, vibração, termografia infravermelha, análise acústica, análise da qualidade dos lubrificantes (eventuais contaminações) e limpeza preventiva, ajudam a maximizar os lucros, minimizando o tempo de inatividade.

A limpeza técnica industrial, além de identificar falhas potenciais, também concentra recursos para corrigi-las antes que elas ocorram.

A maneira de priorizar este ciclo é a abordagem do planejamento e programação da limpeza como um novo centro de lucro. Para fazer isso é necessário desenvolver o processo com visão para identificar erros, e a gestão da planta industrial deve entender que um planejamento de limpeza eficaz e um programa de serviços, irão produzir uma força de trabalho mais eficiente diminuindo, o tempo ocioso de paradas em geral. Isso equivale a margens de lucro mais elevadas.

O primeiro passo para estabelecer um planejamento eficaz e um programa de agendamento, especialmente em grandes paradas para limpeza, é identificar as práticas atuais de programação. Aí entra a Engenharia da Limpeza!

Isso significa circular nas áreas industriais, com os supervisores e os planejadores de operações (gestores). O uso de indicadores e métricas ajuda na identificação de possíveis falhas, bem como a integração entre todos os departamentos, que pode ser o grande diferencial na tentativa de manter os processos produtivos 100% efetivos.

Os conceitos de planejamento eficaz e sistemas de agendamento, têm sido estudados pelo pessoal dos Processos Produtivos Industriais da Consulimp durante anos. O mais importante hoje é conseguir o desenvolvimento e a implantação de um sistema que vai tornar-se parte do caminho para o sucesso dos negócios nos próximos anos.

Em um mundo onde só os fortes sobrevivem, é imperativo que o foco sobre os custos esteja sob controle. Ao mudar a percepção de que as ações de limpeza devem ser planejadas, isso realmente reduz o custo de produção das fábricas, colaborando com crescimento deste tipo de serviço no mercado.

Importante ressaltar que a limpeza industrial exige comprometimento gigantesco por parte dos prestadores deste tipo de serviços, sendo completamente diferenciada das operações comuns de higienização e asseio.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A “ENGENHARIA” DA LIMPEZA NAS PLANTAS PORTUÁRIAS.

A parada para limpeza é um processo importante dentro do planejamento de manutenção nas plantas portuárias. A definição de estratégias faz parte do processo antes de seu início, com a criação de viabilidades, planos “A” e “B”, e perfeito sincronismo com a gestão portuária.

O termo “parada”, à primeira vista, pode transmitir a sensação de obstáculo para os gestores da manutenção. Contudo, as paradas para limpeza nas plantas portuárias – são fundamentais na manutenção de equipamentos de grande porte que requerem vistorias mais prolongadas e detalhadas.
Em um programa para limpeza planejada, muitas vezes, não é possível realizar uma vistoria plena sobre o funcionamento adequado de uma máquina ou equipamento portuário. Em praticamente todas as plantas, o período da parada é determinado pela demanda das operações de carga e descarga em geral.

Durante o processo de parada, a operação é paralisada para que equipamentos, encanamentos, dutos, instalações e ferramentas sejam avaliados, reparados, lubrificados, limpos, descontaminados e substituídos, caso seja necessário.
No entanto, é preciso que os gestores planejem as datas previstas para a manutenção e limpeza técnica, aproveitando os menores picos operacionais de produção, não afetando a produtividade do complexo.

Claro que uma paralisação de alguns dias por quebra de algum equipamento por falta de limpeza técnica é problemática, então muitas plantas portuárias preferem a paralisação planejada à uma possível “parada” fora dos planos e do orçamento.
Agora, pare de ler, feche os olhos e pense num terminal portuário parado porque a limpeza técnica teve que ser executada…É prá acabar mesmo!

Planejar esse tipo de ação requer organização e visão para prever todos os possíveis percalços, no entanto, os softwares de gerenciamento de paradas e de dimensionamento, auxiliam os gestores de limpeza, quanto ao momento de definir e priorizar com exatidão algumas estratégias.

É importante coordenar o trabalho de diversos setores dentro das plantas portuárias, pois a limpeza técnica necessita do apoio de profissionais da área de elétrica, mecânica, instrumentação, almoxarifado, entre outras.
É também fundamental ter a logística estruturada, uma vez que máquinas precisarão ser removidas para locais onde possam ser vistoriadas e limpas, seguindo o POP determinado, e obedecendo as Normas Ambientais.

Finalizando, a engenharia da limpeza exigirá da gestão, o conhecimento da alocação dos recursos materiais e humanos em todas as tarefas, de modo que isso não comprometa em momento algum a qualidade dos serviços, muito pelo contrário, será a somatória dos esforços.
Em outras palavras, o que está em jogo é a confiabilidade da limpeza técnica, operacionalizada em conjunto com a engenharia de manutenção, proporcionando maior eficiência a curto prazo, na redução de prejuízos com paradas maiores.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

DIVULGAÇÃO DOS ÍNDICES DE INFECÇÃO

Defendemos a importância da limpeza hospitalar, como uma das medidas eficazes de prevenção e controle sobre a cadeia epidemiológica das infecções, pois a disseminação de vírus, bactérias e de diversos fungos se dá através do ar, da água e das superfícies inanimadas contaminadas.
 
A limpeza e a desinfecção com produtos químicos, são eficazes em reduzir a infecção cruzada, veiculada nos ambientes. Para a eficiência na redução das sujidades, o uso de substancias, como o sabão, detergente e desinfetante dissolvidos em água, promovem a higienização, pelo contato direto e eficiente com a superfície a ser limpa, limpando e reduzindo a carga bacteriana. 

A principal finalidade do Serviço de Higienização e Limpeza é preparar o ambiente e manter a ordem, proporcionando maior segurança e favorecendo o bom desempenho das ações a serem desenvolvidas, melhorando assim, a qualidade dos serviços de saúde.

Pela gestão melhor e completa, tenho plena convicção da importância da divulgação pública de informações sobre o Índice de Infecção Hospitalar, tanto nos hospitais públicos quanto nos privados, pela CCIH (Comissão de Controle da Infecção Hospitalar) de cada estabelecimento.
Entende-se por Infecção Hospitalar, qualquer infecção adquirida após a internação de um paciente, que se manifeste durante a internação ou até mesmo após a alta, quando for relacionada com o período de hospitalização.
Seria muito positivo para todos, se os estabelecimentos de Saúde, publicassem em lugar visível, as informações sobre os índices, com os registros de aumento ou diminuição dos números da Infecção Hospitalar.
A importância de todos conhecerem os riscos ao procurarem por atendimento em vários estabelecimentos, obrigaria a melhoria contínua dos processos, e desta forma estes problemas seriam erradicados em grande parte, promovendo o aumento significativo da qualidade.